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Pesquisa aponta que 12% de testes RT-PCR negativos para SARS-CoV-2 mostraram-se positivos para algum agente infeccioso

O resultado do estudo foi apresentado pelo Dr. Celso Granato, durante o 1º Congresso Virtual da SBPC/ML

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) contou com a participação do Dr. Celso Granato, que falou sobre “Co-infecções em pacientes com COVID-19”, momento em que mostrou dados importantes relativos ao tema.

O Dr. Celso apresentou uma pesquisa desenvolvida pelo Grupo Fleury, com apontamentos relativos entre os dias 1º de fevereiro e 15 de agosto, utilizando como margem toda a área em que o grupo atua no Brasil.

Ele explicou que, nesse período, foram solicitados 1.752 testes RT-PCR para a detecção do SARS-CoV-2 e que resultaram positivo. Além desse pedido, uma semana antes e uma semana depois do diagnóstico positivo, foram feitos 718 (41%) pedidos de imunofluorescência para painel de vírus respiratórios, além de 1.085 pedidos de testes moleculares para vírus respiratório, o que deu um total de 1.803 testes.

Os resultados apontaram que 98% dos testes foram negativos para todos os agentes pesquisados e apenas 1,5% foram positivos para outros agentes. Foram identificadas oito variedades de agentes virais, entre eles o flu A; paraflu 1 e 3; RSV; Adenovírus; Rhino/EV; Coronavírus 229E e NL63, além de B pertussis. Como mencionado anteriormente, a distribuição seguiu os padrões epidemiológicos de acordo com a ocorrência de COVID-19 para a área de abrangência do Grupo Fleury.

Outro ponto importante é que foram solicitados 4.472 testes RT-PCR que apontaram resultados negativos. O processo de análise foi o mesmo: além desse pedido, uma semana antes e uma semana depois do diagnóstico negativo, foram feitos 856 pedidos de imunofluorescência direta (IFD) ou teste molecular para painel de vírus respiratório. Desses, 88% foram negativos e 12% positivos para algum agente infeccioso. Foram identificados o Rhino/EV; RSV; flu A e B; PIV 1, 2, 3, 4; Coronavírus 22E, NL63, OC43, HK1; MPV; AdV, além de Mycoplasma e Chlamydophila.

“Apenas como comparação, em situações não-pandêmicas, cerca de 16% das amostras submetidas ao teste molecular multiplex têm mais de um agente identificado na mesma amostra. Em pandemias, o emprego das técnicas de IFD e RT-PCR multiplex resultou na identificação adicional de apenas 1,5% das amostras, dentre aquelas que positivaram para covid-19”, acrescenta.

Ainda de acordo com o médico, “os agentes identificados foram aqueles mais prevalentes nessa época do ano. O emprego da técnica molecular multiplex acrescentou maior variedade de agentes etiológicos. De forma geral, não nos pareceu razoável a busca por mais agentes etiológicos ao lado de uma causa pandêmica já definida (SARS-CoV-2).

Fonte: Advice Comunicação Corporativa.

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