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Fibrose cística enfrenta dificuldades e desigualdades no diagnóstico de triagem neonatal pelo País, comenta médica geneticista, líder da SBTEIM

Fibrose cística enfrenta dificuldades e desigualdades no diagnóstico de triagem neonatal pelo País, comenta médica geneticista, líder da SBTEIM

O diagnóstico de fibrose cística no Brasil encontra uma série de desafios e entraves. Muito embora haja a ampliação do teste do pezinho, o sistema enfrenta problemas recorrentes, principalmente nas áreas mais carentes do País, nas regiões Norte e Nordeste.
Os bebês diagnosticados pela triagem neonatal nestas regiões estão em muito menor número quando comparadas ao resto do Brasil.

A presidente da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal e Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM), a médica geneticista Carolina Fischinger, adverte sobre as desigualdades na triagem neonatal no Brasil, em entrevista ao Correio Braziliense em um Fórum voltado para o tema. “Entre o ideal e o real há um abismo. Os atrasos na coleta do teste do pezinho são constantes e a confirmação diagnóstica fica prejudicada”.

De acordo com a líder da SBTEIM, dados de 2024 apontam que algumas unidades da Federação alcançam índices entre 80% e 85% de cobertura pelo SUS, e outras registram apenas 30% ou 40%. “Havia estado que sequer realizava a triagem. É um panorama extremamente preocupante”, alerta.

Entre os problemas enfrentados estão os atrasos na coleta, entre o terceiro e o quinto dia de vida. “Temos crianças com hipotireoidismo congênito sendo diagnosticadas aos quatro meses de vida”, destacou.

Para a dirigente, na fibrose cística, o desafio é maior, uma vez que a repetição da tripsina imunorreativa (IRT) precisa ocorrer antes dos 30 dias, prazo muitas vezes não cumprido. “Nem todos os estados possuem rede estruturada para atender pacientes com fibrose cística após a triagem”, concluiu.

 

Fonte: Oficina de Mídia

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