Edição 237 - A história de um poka-yoke digital

Silva, Flavia Helena da
Maldonado, Alessandra
Almeida, Felipe Corumba de
Fernandes, Vinicius Tadeu Rodrigues
Vargas, Patricia Isquierdo Moreno
Sá, José de
Rasera, Ana Claudia
Moura, Maria Emilia Germani
Guimarães, Gustavo Stuani
Rizzatti, Edgar Gil
Lamarca, Víctor de Sousa
Lovatti, João Pedro Sartório
Oliveira, Gabriel Fernandes de
Lopes, Karyn Martinelli
Zancul, Eduardo

RESUMO

Neste artigo, introduzimos como certos elementos de uma postura empreendedora podem contribuir na condução de projetos de inovação na área de saúde, relatando uma experiência no aprimoramento do controle de qualidade em processos técnicos. Nesse contexto, desenvolvemos um sistema de Poka-Yoke digital com base em métodos Lean, experiência do usuário e melhoria contínua. Por meio de aplicativo digital, barcodes e QRcodes, automatizamos a conferência de etapas críticas sequenciais em um fluxo de rotina laboratorial, reduzindo a subjetividade do processo e o tempo de execução manual dessas conferências. Apresentamos também os benefícios da adoção dessa postura empreendedora para a condução de projeto de inovação em processos técnicos dentro da organização. Mudar a forma como os processos são conduzidos requer empreendedorismo, prototipagens, testes em campo com os usuários e a realização de ajustes necessários, sendo todos interconectados com os aspectos culturais da rotina laboratorial. Esse é um conhecimento relevante para o ecossistema de melhoria contínua da qualidade técnica no âmbito de Patologias Clínicas. Aprimorar nossas competências para empreender dentro da organização e para redesenhar processos a partir de uma perspectiva mais empática é essencial para a inovação incremental e para nossa preparação para o futuro digital.

PALAVRAS-CHAVE: segurança do paciente, Lean, Poka-Yoke, qualidade, melhoria contínua

SUMMARY

In this article, we introduce how someelements of entrepreneurship may contribute to improve outcomes in Healthcare innovation projects. We reported a previous experience in technical processes improvement, in which we developed a digital Poka-Yoke system based on lean, user experience and quality improvement concepts. Through this app, barcodes and QRcodes, we automatized relevant checkpoint steps, reducing subjectivity and manual handling during the conduction of lab routine checkpoints. We also presented the benefits of this collaborative project to motivate innovation in technical quality improvement within the organization. To change how technical processes are conducted requires entrepreneurship, prototyping, field-testing with users and several rounds of adjustments, and all are interconnected with cultural aspects of the lab routine. This is relevant for our Clinical Pathology quality improvement ecosystem. To promote incremental innovation and to staff’s preparation for the digital future, it is essential that we develop these competencies towards entrepreneurship and through empathic design.

KEY WORDS: patient safety, Lean, Poka-Yoke, quality, quality improvement.

Contato:
Grupo Gestão de Operações Técnicas
e-mail: gestao.operacoes@grupofleury.com.br


(Veja esse artigo completo na íntegra na revista LAES&HAES)